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Cisto interdigital

As dermatites interdigitais compreendem: pododermatite; foliculite podal e cistos interdigitais. São doenças multifacetadas. Costumam recorrer e podem ser difíceis de diagnosticar e tratar.


Cisto interdigital é uma lesão inflamatória crônica, eritematosa de consistência firme. Pode acometer qualquer dos espaços interdigitais, mas normalmente costuma surgir no terceiro ou quarto espaço. É mais comum que acometa as patinhas da frente, porém pode também surgir nas patas traseiras. Costuma afetar cães com mais de um ano de idade e alguns autores referem à predisponência em cães de pelagem curta.
Essas lesões podem ser pruriginosas e doloridas gerando claudicação e às vezes lambedura das patas. O ato de lamber poderia também contribuir para a instalação de infecções secundária. As lesões podem ulcerar liberando conteúdo seroso e sanguinolento. Ocorrendo cronicidade, a lesão pode se tornar fibrótica e, portanto endurecida.
Os cistos podem involuir espontaneamente, crescendo e diminuindo como também podem persistir indefinidamente. Pode ocorrer linfoadenopatia local, mas geralmente o animal não irá apresentar nenhum sinal sistêmico. Não raramente poderão surgir infecções bacterianas ou fúngicas como complicação.


De onde vêm os cistos? Causas e Patogênese


As patas são muito expostas a traumas como fixação de corpos estranhos (espinhos, lascas de madeira, cacos de vidro etc.). A injúria causada ao caminhar sobre pedras ou gravetos pode precipitar o problema. Isso justifica o fato das patas dianteiras serem as mais afetadas. Caminhar sobre terreno úmido ou lamacento também facilita o acúmulo de areia, pelos ou outras substâncias entre os dedinhos. Contato com substâncias irritantes como produtos de limpeza também podem estimular a lambedura das patas precipitando a inflamação.
Sua etiologia ainda não está totalmente defina. Contudo se aceita a hipótese de que o cisto podal não infeccioso seria uma resposta inflamatória imunomediada contra a queratina e triglicerídeos liberados pela ruptura de folículos pilosos.
Um estudo com beagles demonstrou que o manejo de animais em gaiolas surge também como  fator predisponente para os cistos ou furunculose interdigital. Quanto maior tiver sido o tempo de exposição maior o risco.
Caminhar sobre grades ou telas pode ferir ou mesmo espalmar as patinhas com o passar do tempo. As patas espalmadas apresentam maior quantidade de pele entre os dedos o que facilitaria o trauma e a foliculite. Não é incomum que as patinhas se tornem espalmadas em cães pesados como o Bulldog Inglês, por exemplo.


Como saber ao certo o que meu cão tem entre seus dedinhos? O diagnóstico:


http://www.vetgold.ca/case-studies-2/new-case-study/


O veterinário poderá fazer o diagnóstico com base na história do surgimento da lesão, sinais clínicos bem como o diagnóstico diferencial entre alergias, demodicose, neoplasias, alterações conformacionais dos ossos da pata etc. Poderá ser necessário citologia ou mesmo cultura para fungos e bactérias.
Com base na história a identificação de possíveis causas será de grande auxilio na cura e tratamento a identificação de alergias alimentares, hipotireoidismo dentre outras.
 É necessária a avaliação do ambiente onde o animal vive. Fatores predisponentes poderiam ser eliminados para melhorar o prognóstico e evitar recidivas. Devem-se evitar ambientes úmidos e canis mal higienizados. O tipo de piso onde o animal caminha também precisa ser levado em consideração.


  Simples mudanças na rotina podem reduzir ou eliminar a incidência:



Higienizar o ambiente dos cães apenas com água e detergente neutro.
O uso regular de lava jato pode dispensar ou reduzir a necessidade do hipoclorito de sódio (água sanitária) e amônio quartenário.
Só devolver o cão ao ambiente após o piso estar seco.
Exame semanal das patas.
Oferecer oportunidade ao animal de caminhar em superfícies diferentes (gramado, piso cerâmico, terra etc.).


O veterinário irá determinar o melhor tratamento


A lesão pode involuir por si só, ou apenas com a adoção de tratamento tópico. Deixar a patinha submersa em água morna contendo sal ou clorexidine de duas a três vezes ao dia por 10 a 15 minutos pode ser útil por favorecer a maturação do processo. Seque completamente e aplique a pomada que o vet receitou.
Em casos selecionados com processo inflamatório extenso o uso de antibiótico sistêmico está indicado. Alguns autores nesses casos associam o uso de corticóides.
A excisão cirúrgica pode ser uma alternativa no caso de lesão única, recorrente e fibrótica (indícios de cronicidade).


Um bom veterinário poderá discorrer sobre as melhores opções para seu cãozinho.


Antes de optar por um cão de raça pura considere suas características físicas, temperamento, necessidade de exercícios e aspectos ligados a saúde e cuidados. Um animal é e será sempre dependente. O convívio prazeroso entre vocês se condiciona a sua disposição em atender à demanda do cão.
Você sabia que um cão bem tratado pode ultrapassar 15 anos de vida? Adotar é um compromisso de longo prazo, pense nisso!


Sirley Vieira Velho


Seja gentil, seja coerente e correto cite a fonte original sempre.


Referências


1-Kovacs, McKiernan, Potter, Chilappagari- An epidemiological study of interdigital cysts in a research Beagle colony, Eastern Point Road, Groton, Connecticut 06340, USA,2005


2-Duclos, Hargis, Hanley-Pathogenesis of canine interdigital palmar and plantar comedones and follicular cysts, and their response to laser surgery, Animal Skin and Allergy Clinic, Lynnwood, Washington, USA-2008.


3-Linda Medleau, Keith A. Hnilica-  Small Animal Dermatology Atlas and Therapeutic Guide-Ed Saunders Elsevier- SEcond Edition -2006.


4-Muller &¨Kirks - Small Animal Dermatology 6th Edition-Elservier Philadelfia USA,2001.
5-Provet Health Care Information http://www.provet.co.uk/health/diseases/pododermatitis.htm



Fonte: http://skonbull.blogspot.com/

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