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Tronco e Articulações

Tronco e Articulações - Standard Considerações

Também ao descrever o corpo do Bulldog, o standard mantém no presente o conceito de cão de combate.

Acima, a gravura demonstra uma estrutura incorreta. Dianteiros de "escavador de batatas". Excessivo espaço existente entre as articulações do Bulldog e um tórax "não descendido" altera a aparência geral do Bulldog tornando-o inadequadamente mais leve.

Por: Umberto Cuomo

Tronco e articulações

A altura deve ser, como já vimos, contida e, ainda que no standard a altura não está claramente especificada, um bom exemplar deve ser aproximadamente de 40 - 50 cm.

As patas anteriores devem ser curtas, muito musculosas e bem aprumadas. Com ossos perfeitamente retos os quais só a musculatura confere um contorno curvado.

Um aspecto explicitamente subtraído pelo standard é que as articulações anteriores devem ser perfeitamente retas, e, só a largura dos ombros deve fazer parecer um cão muito largo, não saliente nos cotovelos, típico mais para um cão com graves problemas de raquitismo e debilidade óssea ou de ligamentos.

Sem dúvida, equivocadamente, um árbitro dá por correto um anterior com ombros estreitos e cotovelos salientes. Em movimento um Bulldog com esta conformação leva o cão freqüentemente a cruzar as articulações anteriores e é a causa de um andar dificultoso e de escassa resistência a fadiga.

O peito deve ser amplo e profundo, muito descido entre as articulações, para garantir uma grande capacidade respiratória, indispensável num animal que tinha que ser capaz de prolongar, às vezes largamente, um combate ou a mordedura. Também hoje que um Bulldog já não deve combater, uma abundante oxigenação é a garantia de saúde e resistência. Às vezes pode ter a impressão, observando-o de frente, de que um cão tem patas demasiadamente compridas, algumas vezes trata-se de um efeito ótico: na realidade o Bulldog tem as patas com um comprimento correto, porém o tórax não descendido faz com que o animal tenha demasiado espaço entre a linha do peito e o solo.

Trata-se de defeitos que não devem ser subestimados, já que influem de maneira negativa na saúde do cão, ademais de influir na sua estética.

O standard segue precisando que as patas anteriores (dianteiras) devem ser mais curtas que as patas posteriores (traseiras), porém não podem ser tão curtas que façam o cão parecer comprido ou, pior, todavia, curtas a ponto de influir negativamente na sua capacidade de movimento. Uma vez mais, é necessário insistir em que o Bulldog deve ter uma capacidade de movimento e de atividade normalíssimas e não pode ser uma criatura imóvel.

Outro ponto bastante difícil de valorizar é o tronco, que segundo o standard deve ser curto, já que, quanto mais curta é sua espinha dorsal, mais resistente é aos manejos e sacudidelas do adversário que tentar livrar-se dele.

Pelo mesmo motivo o dorso deve ser musculoso e forte.

O terço posterior do Bulldog deve ser sensivelmente mais ligeiro que o anterior, ao ser uma eficaz maquina de combate com a cabeça de mordedura potentíssima, e todo o peso deve estar sobre a potente parte anterior (frente).

Também o peso da cabeça contribui a determinar a potencia do ataque.

O terço posterior ligeiro lhe permite ser menos sensível a força centrífuga derivada dos violentos choques contra o touro, vantagem indispensável num cão de corpo largo e parte posterior pesada.

A última particularidade do tronco é a característica linha dorsal lombar Roach-back, uma peculiaridade sem a qual não se pode dizer de um Bulldog que seja um exemplar ótimo.

Logo após a cernelha deve-se observar um afundamento, e é neste ponto que a coluna vertebral se eleva para os rins, que em sua parte média deve estar mais alto que a cernelha. Então, a linha a linha dorsal volta a baixar, porém de forma mais acentuada, até a cauda, formando o arco denominado por roach-back(dorso de carpa).

Esta característica é requerida no standard porque os Bulldogs de combate estavam providos dela. Esta formação típica da espalda e a estrutura particularmente robusta e musculosa da região renal permitía ao cão, que se havia aproximado ao touro arrastando-se pelo solo, lançar-se com precisão para o ataque. A linha dorsal selada é um defeito muito grave, ainda que a primeira vista possa parecer correta, tanto desde o plano estético como no que diz respeito a liberdade de movimento e a saúde. Nos referimos ao chamado dorso selado. Este pode parecer nos exemplares compridos, porem se apresenta também em cães de comprimentos corretos. Alinha descende mais além da cernelha e continua baixando um pouco mais para logo ascender até o dorso ainda que, deste modo, chega ao ponto mais alto só nas nádegas. Este tipo de linha dorsal pode ser acompanhada de um posterior reto e, com freqüência, leva a uma elevação excessiva da parte posterior que origina uma notável dificuldade de movimento.

Também o defeito contrário, a linha dorsal de camelo ou cifólica, pode dar lugar às más interpretações do standard. Neste caso, o ponto mais alto do cão se encontra demasiado avançado com respeito aos rins. Só um olho de experto é capaz de distinguir se a parte mediana da linha dorsal está tão somente um pouco adiante dos rins.

Finalmente nos encontramos com a linha dorsal reta, que não apresenta o arco requerido pelo standard, senão que se prolonga em toda a sua longitude. Este grave defeito causa um caminhar difícil e fatigoso,s e acompanha sempre com uma cauda inserida alta. Vimos que o tronco deve ser curto. Se for comprido pode ser devido a dois motivos:


1) O tórax é largo (aspecto que não compromete a funcionalidade senão que mais bem aumenta a capacidade respiratória)


2) A parte renal é larga ( o que comporta uma debilidade estrutural do tronco que, em geral, é totalmente indesejável)

O ventre do Buldlog deve estar bem retraído para garantir a máxima agilidade do animal, se tem sempre presente a finalidade para a que se criava no passado. Freqüentemente se observa alguns Bulldogs com ventres caídos por que comem em demasia ou com ventres flácidos por causa de poucos exercícios realizados por eles.

Um bom exemplar deveria ser mantido, sempre, em ótimas condições de forma e, sobre tudo, não permitir nunca o sobrepeso.

Nota do Editor de Web site: Recentemente uma Revista especializada em cinofilia publicou uma matéria sobre a raça Bulldog com a foto de um filhote, em posição lateral, legendada com a indicação de que aquela seria a linha dorsal padrão da raça. A imagem é de um filhote portando um defeituoso "dorso SELADO" e uma cauda com a inserção ALTA. Devido aos dois fatores mencionados como defeituosos: "Linha dorsal selada" e "inserção alta da cauda" a anca ficou atípica sem o arco do "roach back", pois, ambos fatores destroem o "roach back" uma vez que eles deformam a anca correta impedindo que a anatomia tenha o ARCO. O "roach back" vale 5 pontos numa exposição onde a tabela de pontuação inglesa é utilizada, o que demonstra a sua importância (importância claramente mencionada por Umberto Cuomo no artigo acima). A linha dorsal do Bulldog deve ser obrigatóriamente EM forma CARPADA que só é possível de ser obtida se a inserção da cauda estiver corretamente posicionada, o que produz o arco do roach back. Além da linha dorsal SELADA, existem outras linhas dorsais defeituosas na raça Bulldog: linha dorsal RETILÍNEA, linha dorsal CURTA, linha dorsal de DROMEDÁRIO, entre outras.



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