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Como avaliar o layback

A linha do layback (uma linha imaginária traçada no centro da face) serve verificar se o relevo da face apresenta três pontos nivelados.

A linha do layback é uma linha "imaginária" traçada para avaliar se o Bulldog está com o correto nivelamento do relevo da face.

O alinhamento considera três pontos distintos :

1) o ápice da testa;

2) a superfície do nariz;

3) o lábio inferior.

A linha é reta e serve para verificação. Com ela é possível constatar se o nariz está perfeitamente nivelado com a face. Estando nivelado não existe proeminência na região do septo-nasal.

Se a superfície do nariz ultrapassar a linha do layback isso indica uma FACE defeituosa devido a presença de um indesejável focinho, cuja dimensão poderá variar de indivíduo para indivíduo (Bulldog não deve apresentar focinho).

Se a FACE do Bulldog indicar nariz proeminente, projetado além do nível da linha de delimitação do layback, significa que a face é bojuda, comprometida por defeito estético.

Laybacks defeituosos:

1. Layback fundo-de-prato (UMA FACE CÔNCAVA). O nariz fica situado numa posição baixa, inserido numa depressão e abaixo da linha de nível (linha do layback). O desnivelamento representa face de formato côncavo. Vista em perfil a face lembra o formato de um prato fundo (visto em corte de perfil), por isso os criadores veteranos empregam o chavão: "layback-fundo-de-prato".

2. Layback convexo (UMA FACE CONVEXA). Há um crescimento na região do septo-nasal, o que faz surgir um nariz proeminente, projetado além da delimitação da linha do layback (acima do nível). Ao tentar ligar os três pontos referenciais não será possível obter uma reta, a face não será plana, apresentará proeminência de tal como que o nariz a linha do layback estará formando um ângulo, cuja abertura variará em conformidade com a proeminencia do nariz. Criadores veteranos chamam de este defeito de "face bojuda" ou popularmente : "Bulldog com focinho".

O nariz está localizado sobre o septo-nasal, havendo o crescimento da região do septo nasal (indicando surgimento de um indesejável focinho) o nariz é parte que será elevada e que será projetada para fora da linha do layback (que é uma linha de nível). O nariz não se alinhará, deste modo, ao lábio inferior e ao ápice da testa, ficando excedente, o que fará a face do bulldog parecer convexa (arredondada). É um grave defeito estético porque assinala o surgimento do focinho. A raça Bulldog não deve ter focinho.

Como pode ser observado a face deve ser plana, nem convexa e côncava, o equilíbrio é o fator que confere à face a aparência ditada pelo standard.

Rugas não são consideradas para essa verificação, uma vez que a verificação serve somente para conferir se o cão está degenerando, devido ao surgimento do indesejável FOCINHO em razão da elevação da base do nariz (região do septo-nasal) - "Ruga (s) nada tem a ver com o septo-nasal e uma generosa ruga não significa surgimento de um focinho, pelo contrário a ruga é um belo e valorizado ornamento (corda) que enfeita a face de um bom exemplar da raça Bulldog.

Outro defeito comprometedor no layback é um excessivo prognatismo. Nesse caso o maxilar inferior avança demasiadamente para fora, deixando os dentes caninos sempre expostos. A aparência é de uma gaveta entre-aberta. Normalmente está relacionado a falha na seleção dos pares e algumas vezes isso ocorre em razão da incorreta conformação da mandíbula inferior cujo osso deveria ter a forma curvada mas tem uma forma reta alongada.

O Bulldog é uma raça obrigatoriamente prognata, mas a anatomia da mandíbula inferior tem forma curvada e com a extremidade virada para cima, proporcionando o correto e completo fechamento da boca, isso, juntamente com o posicionamento dos lábios propicia uma face sem excessivo prognatismo e sem os caninos à mostra.

Nariz mal posicionado e/ou excessivo prognatismo são os defeitos mais comuns verificados nos Bulldogs que apresentam laybacks imperfeitos (existem bulldogs que apresentam os dois defeitos ao mesmo tempo, além de ter o septo-nasal avançado há prognatismo excessivo devido a má seleção da mandibula inferior). Estas deformações causam uma aparência atípica, e elas surgem em razão dos genes atávicos. O atavismo causa a perda do tipo.

O layback "fundo-de-prato" é defeito de menor consideração e mais difícil de ser observado nos exemplares atuais. O layback convexo e comprometido pela proeminencia do septo-nasal caracteriza um cão de baixa qualidade, degenerando para subtipo.

A melhor forma de verificar o layback do seu bulldog será, utilizando uma régua, com gesto gentil coloca-la sobre a parte central da face para constatar se há o alinhamento dos 3 pontos referenciais citados; inicialmente tocando com a régua nos dois pontos extremos: lábio inferior e o ápice da testa, verificando, então, o posicionamento do nariz. Se a régua tocar os 3 pontos por igual, formando o alinhamento (apoiando sobre) dos pontos três referenciais de igual modo e sem pressionar o objeto na aferição

Recentemente imperitos na raça Bulldog traduziram o standard da raça Bulldog corrompendo o texto. Por serem imperitos deturparam a descrição da "linha do layback" e citando "rugas do focinho" e "linhas de inclinação" redigiram um texto ininteligível onde nada se entende e não descreve coisa alguma. Mas... como falar em focinho para uma raça que não tem focinho? Na construção do texto os imperitos citaram, por diversas vezes, a palavra FOCINHO para descrever detalhes da anatomia da face do Bulldog, o que é incorreto. A raça tem face e não apresenta focinho, por isso usar a palavra é uma impropriedade quando o assunto é o padrão racial do Bulldog. Um bulldog com focinho está fora do padrão racial porque a linha do layback serve exatamente para certificar o examinador que o cão verificado não tem focinho e por isso está dentro do padrão racial. Falar em focinho na raça Bulldog, no sentido figurado, seria o mesmo que citar pernas para descrever uma cobra (se tiver pernas deve ser uma salamandra, mas, nunca uma cobra. Cobras não são salamandras...Bulldogs não são lupóides).

Devemos considerar que os filhotes de Bulldog, estando com a caixa craniana em pleno desenvolvimento, não deveriam ser analisados com extremo rigor. A caixa craniana vai sofrer mudanças estruturais muito acentuadas e irá expandir extraordináriamente até a idade de 18 meses, antes ainda de completar o ciclo de desenvolvimento que será aos 3 anos de idade.
Assim, entende-se que o layback não está definido num filhote porque a cabeça do filhote está em formação.
É um erro tentar avaliar um filhote, esperando que ele apresente, nessa idade, a aparência de um cão adulto com desenvolvimento completo.

Tomemos o termo "desenvolvimento completo" levando em consideração a perspectiva do tempo em que o Bulldog necessita para apresentar todas as características típicas da raça na maturidade. Por isso, consideremos que somente aos 3 anos de idade o Bulldog completa totalmente o desenvolvimento e nesta idade estará no apogeu da beleza da raça, até atingir esta idade o Bulldog sofrerá consideráveis modificações na estrutura do crânio . O jovem Bulldog com 18 meses de idade já pode receber o crivo da avaliação inicial. ao ser vistoriado será possível constatar se há ou não problemas comprometedores no layback. Antes disso a única e melhor forma de "presumir" com mais segurança qual a perspectiva de como ficará o lay back do filhote será avaliando a linha do layback do pai e da mãe desse filhote, e a avaliação da linha do layback dos pais deverá ser realizada no momento em que se adquire o mesmo.

Na raça Bulldog o exemplar com "focinho" (layback convexo), ao crescer, se for utilizado para reprodução tenderá a fixar exte defeito nas proles geradas, os filhotes apresentarão a atipicidade (o surgimento do focinho é um princípio da degeneração - perda da tipicidade). Se a mãe tiver o layback correto alguns filhotes da prole se igualarão à mãe e outros ao pai, mas se o casal tiver layback defeituoso, comprometido pela presença de focinho, as chances de toda a prole apresentar layback imperfeito na idade adulta deve ser considerada e deve ser avaliada a necessidade de realizar a cobertura deste par que será considerada muito improdutiva para a raça, pois, a linhagem estará comprometida pela presença da atipicidade na carga genética (genotipo), uma degeneração que se apresentará em escala crescente, geração pós geração.

O filhote nascido de pais com laybacks corretos poderá apresentar, em determinadas faixas etárias, um prognatismo considerado excessivo, mas, isto poderá ser passageiro e, na idade adulta, este mesmo filhote poderá apresentar layback correto; assim, poderá apresentar um pequeno focinho no período da infância , mas, com o desenvolvimento da caixa craniana o prognatismo recuará e ficará posicionado corretamente. Isso ocorre em razão da expansão da caixa craniana e porque o bulldog filhote / jovem é um mutante. O desenvolvimento do crânio posicionará a mandíbula inferior no seu devido lugar se a mandíbula inferior não for plana, assim, o lábio inferior se alinhará aos dois pontos referenciais em perfeito nivelamento da face.

Portanto quem não está acostumado com o desenvolvimento morfológico da raça deve compreender o quanto é arriscado julgar e condenar um filhote de Bulldog no primeiro ano de vida, algo que nem os criadores expertos na raça se atrevem a fazer. Será um erro primário esperar que filhotes de Bulldog, na mais tenra idade, apresentem os mesmos atributos que um cão adulto (mature dog) e que estão descritos no padrão racial, isso seria uma injustificada precipitação que ocorre, normalmente, devido a desinformação.



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